Pacientes com “Fogo Selvagem” buscam a cura no HAP

 
25/04/2007 - Enviada por Keila Flores
 

Pessoas de diversas partes do Brasil e do Mundo têm procurado o Hospital Adventista em busca de tratamento para o Pênfigo (vulgarmente chamado de Fogo Selvagem). O encarregado de obras, Antônio do Patrocínio*, 37, é uma delas.


Antônio do Patrocínio*, morador em Ponta Porã-MS, descobriu que estava com a doença (pênfigo foleáceo) há uns cinco meses e esteve internado no HAP durante 50 dias. Segundo ele, saíram bolhas d’água em sua cabeça e se espalharam por todo o corpo. Hoje, o encarregado de obra se diz bem após o tratamento. “Graças à Deus estou bem, ainda não sumiram todas as manchas do meu corpo, mas estou bem melhor. Estou tomando os remédios que o médico passou. O tratamento no hospital foi muito bom bom”, Afirma.


De acordo com o gerente de enfermagem do HAP, Sérgio Valle, Pênfigo é uma doença imunológica, ou seja, o organismo apresenta e desenvolve anticorpos que combate à pele como se fosse um corpo estranho. O enfermeiro explica ainda que existem três formas da doença: pênfigo foleáceo, bolhoso, vulgar.


A forma mais comum é o Pênfigo Foleáceo. Neste caso as lesões se manifestam na pele e não chegam a atingir a mucosa. Segundo o enfermeiro, o tratamento para este tipo, dura aproximadamente 60 dias com 100% de melhora das condições gerais do paciente.


O segundo tipo, não tão comum é o bolhoso. Para este caso o tratamento é um pouco mais tardio, uma vez que as lesões são mais profundas e a cicatrização mais demorada e conseqüentemente necessita de um período de internação mais longo.


Outra forma da doença e a mais grave é o Pênfigo Vulgar. Nesta forma, as lesões são profundas, chegando a atingir vasos, fazendo com que o paciente apresente hemorragias externas. “Além das lesões se manifestarem na pele, ela se manifesta na mucosa interna, atingindo boca, esôfago e trato digestivo, e o risco de infecção também é grande, pois o paciente perde a continuidade da pele”, explica Valle.


Segundo Valle, o HAP desenvolve um trabalho de filantropia com os pacientes internados na unidade de Dermatologia, ou seja, pacientes portadores de Pênfigo Foleáceo, desde que confirmado o diagnóstico médico recebem atendimento gratuito.


 


* Nome fictício para evitar exposição do paciente.

   
Paciente com Pênfigo Foleáceo durante tratamento no Hospital Adventista do Pênfigo.